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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Paul McCartney promete música inédita no Brasil em homenagem a Lennon

http://interligados.com/media/k2/items/cache/19f9cefdfb07230a68581d617885a3af_XL.jpgUm dos shows mais esperados do ano, a apresentação de Paul McCartney no Brasil promete emocionar os brasileiros órfãos dos Beatles. Em entrevista ao "Fantástico", o músico garantiu que o espetáculo da turnê Up and Coming está repleto de músicas do extinto grupo britânico e, inclusive, uma que nunca tocou no País, em homenagem a John Lennon.



"Vou tocar uma canção que compus para ele quando morreu. Uma música de coração. Além, claro, de muitos sucessos dos Beatles", declarou McCartney, que se apresenta dia 7 de novembro em Porto Alegre e 21 e 22 em São Paulo.



Bem-humorado, Paul disse que os brasileiros gostam de música tanto quanto ele e que essa é uma combinação perfeita. Na última vez em que veio ao Brasil, há dezessete anos, ele reuniu 185 mil pessoas.



Como não poderia deixar de ser, o jornalista Zeca Camargo falou sobre os 70 anos de John Lennon, comemorados recentemente. Paul disse que, ao invés de participar das várias homenagens ao amigo para as quais foi convidado, preferiu celebrar de maneira mais discreta.



"Cheguei em casa, tomei um drink sozinho e pensei bastante nele", contou.



Questionado sobre o pique de menino, Paul, 68 anos, garantiu que aguenta firme quase três horas no palco por amar o que faz e estar acostumado com a maratona: "As pessoas se impressionam com isso e pelo fato de não parar nem para beber água. Mas esse é o meu papel: eu canto, divirto as pessoas e só então me recomponho".

domingo, 19 de setembro de 2010

TOP 10 - Clipes Inspirados em filmes

O videoclipe quando surgiu teve como modelo básico o cinema, não só na técnica mas muitas vezes também na temática. Assim, vários clipes (especialmente dos anos 80) prestaram uma interessante homenagem (às vezes cópia descarada mesmo) de filmes famosos. Mas essa moda permanece até hoje, com exercícios de paródia bem interessantes. Aqui vão os meus favoritos.

10- Believe – Lenny Kravitz (Dir.: Michel Gondry)


Inspiração: 2001 – UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO



Gondry refaz diversas cenas de 2001 tendo Lenny Kravitz como protagonista. O som um tanto psicodélico da canção combina bastante com a estética kubrickiana.

9- What’s your flava? – Craig David (Dir.: Little X)

Inspiração: A FANTÁSTICA FÁBRICA DE CHOCOLATE



Um divertida releitura da história de Willy Wonka, só que dessa vez ao invés de chocolates temos CDs premiados. Eu particularmente adoro os Oompa Loompas em versão feminina e sci-fi.

8- Foolish – Ashanti (Dir.: Irv Gotti)

Inspiração: OS BONS COMPANHEIROS



Várias cenas do clássico de Scorsese são homenageadas aqui, só que com menos sangue e drogas e com uma atmosfera pimp/bling. Terrence Howard faz o papel que foi de Ray Liotta.

7- I’m Glad – Jennifer Lopez (Dir.: David La Chapelle)

Inspiração: FLASHDANCE

jlo glad1 Top 10   Clipes inspirados em filmes clipografiaCLIQUE NA FOTO PARA ASSISTIR

LaChapelle é um dos papas da arte contemporânea, e nesse clipe mostra o motivo. Chega a ser assustadora a atenção aos detalhes nesse verdadeiro remake de FLASHDANCE. A fotografia do clipe é melhor que a de muitos filmes.

6- Rush Rush – Paula Abdul (Dir.: Stephan Wuernitzer)

Inpiração: JUVENTUDE TRANSVIADA

PAULA ABDUL RUSH RUSHCLIQUE NA FOTO PARA ASSISTIR

Paula Abdul é uma Natalie Wood saída dos anos 80 e Keanu Reeves é um James Dean um tanto insosso. Mesmo assim, o clipe é um curta-metragem interessante que faz um tributo aos melhores momentos do clássico de Nicholas Ray.



5- Express Yourself – Madonna (Dir.: David Fincher)

Inspiração: METROPOLIS



O delírio retrô de Fincher encontra no visual de Fritz Lang a atmosfera perfeita para mostrar Madonna como o símbolo máximo do ‘empowerment’ feminino – especialmente através da sexualidade.

4- Kiss me – Sixpence None the Richer (Dir.: Steve Taylor)

Inspiração: JULES E JIM



Fofíssima homenagem ao mais famoso triângulo amoroso do cinema. Se a música fosse em francês, acreditaria que fez parte da trilha original do filme de Truffaut.

3- To the End – Blur (Dir.: Matthew Longfellow)

Inspiração: O ANO PASSADO EM MARIENBAD



O imenso quebra-cabeça de Resnais reduzido ao curtíssimo tempo de um videoclipe. O que poderia ser um pecado artístico, acaba servindo de contraponto interessante para o intrigante roteiro.

2- Material Girl – Madonna (Dir.: Mary Lambert)

Inspiração: OS HOMENS PREFEREM AS LOIRAS



Madonna deu em sua carreira inúmeras provas de porque é considerada a musa da pós-modernidade, mas nenhuma é mais efetiva que esse clipe. É ao mesmo tempo um exercício de estilo e um atestado do pensamento dos anos 80.

1- The Universal – Blur (Dir.: Jonathan Glazer)


Inspiração: LARANJA MECÂNICA

BLUR THE UNIVERSAL


CLIQUE NA FOTO PRA ASSISTIR

Apenas com a cena inicial do filme, Jonathan Glazer constrói toda uma atmosfera de mistério, ameaça e comicidade, onde Damon Albarn é um Alex quase tão irônico quanto o de Malcolm Macdowell. E os personagens dessa festa bizarra poderiam muito bem ter sido extras da obra de Kubrick.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

A era de ouro do Armas e Rosas

Guns ‘N’ Roses, no início da década de 90 produziu alguns dos melhores clipes da década. Três deles formariam uma espécie de trilogia com clipes clássicos.

Converse com qualquer pessoa que viveu a fase áurea da banda de Axl Rose, Slash, Duff McKagan, Izzy Stradlin e Matt Sorum, e pergunte quais são os três maiores clássicos do Guns ‘N’ Roses. Quase impossível de a resposta fugir muito de pelo menos dois desses três clipes: November Rain, Estranged e Don’t Cry.
Talvez pela grande importância desses três vídeos, os fãs da banda especulam que haja uma forte ligação entre eles. Ligação narrativa, já que os três clipes mostram uma cenas de relações conturbadas. Assista aos três clipes, um após o outro e veja se não existe mesmo alguma relação entre suas narrativas:






Antes de falar sobre o “eixo narrativo” que uniria os três clipes, é preciso explicar que logo após o lançamento dos álbuns “Use Your Illusion I” e “Use Your Illusion II”, do qual saíram os três clipes (os dois primeiros são do disco I e Estranged é do II), o guitarrista base Izzy Stradlin abandonou a banda. E qual a relevância disso?
Izzy era o melhor amigo de Axl e todas as composições da banda até então eram parcerias dos dois. Mas o guittarista não aguentou as megalomanias de Axl e decidiu sair da banda. É fato que com saída dele a banda perdeu muito artisticamente e Axl também se perdeu, pois o amigo era quem o colocava no eixo.
O mais interessante é que por isso mesmo há quem diga que os clipes são formas de Axl falar de sua frustração com o amigo. Os três vídeos falam sobre relacionamentos complicados, o que também se liga a história de Axl com sua esposa na época.
A ligação da trilogia com a história de Izzy fica explícita logo em Don’t Cry. Numa das cenas em que eles tocam no alto do prédio, aparece uma pessoa de costas com um papel pregado “Where’s Izzy?” (“Onde está Izzy?”). Isso acontece exatamente aos 1:14min, é muito rápido, tem que prestar atenção.
Os três clipes foram dirigidos por Andy Morahan e foram inspirados por um conto de Del James, chamado “Without You” (“Sem você”). Axl e sua ex-esposa (sobre quem os clipes também falam de alguma forma) gostavam muito das histórias desse autor e ele resolveu usar uma delas para fazer seus clipes.
A sequência narrativa (inspirada no conto) dos vídeos se completa como uma história de amor com final infeliz. No primeiro, é um namoro; no segundo, o casamento e no terceiro é o divórcio.
Outra forte relação entre os clipes é a morte, especificamente o suicídio. Nos três Axl parece querer se matar, como se essa fosse a única solução para seus problemas de relacionamento. Nesses momentos de morte, a água está sempre presente. Seja se afogando, numa chuva forte ou tomando banho de roupa e tudo.
Os três clipes também podem ser lidos como uma espécie de “evolução” da banda. O público das apresentações que eles fazem vai crescendo: do alto de um prédio vazio em Don’t Cry, até estádios em Estranged. O que dialoga também com a solidão dos integrantes, que vai crescendo: no primeiro clipe, eles festejavam juntos; no último, ficam todos sozinhos.

Você pode baixar os clipes do Guns N' Roses aqui

domingo, 12 de setembro de 2010

O clipe que ajudou a encontrar crianças desaparecidas



Baixar

Antes de dirigir o excelente A OUTRA HISTÓRIA AMERICANA, Tony Kaye havia estado por trás deste chocante vídeo do Soul Asylum. Tratando do drama das crianças desaparecidas nos EUA, o clipe tem uma forte preocupação social geralmente ausente em produções do tipo. Eu gosto de várias coisas nesse clipe, a começar pelas imagens das crianças desaparecidas seguidas de seus nomes e data de sumiço assim que começa o refrão – a sincronia da edição é perfeita, e dá uma profundidade muito maior às imagens.
Mesmo utilizando o manjado recurso da banda cantando num quarto, o uso de distorção e sobreposição de imagens dá o tom de pesadelo, o que acompanha as pequenas narrativas que explicam algumas razões (bem barra-pesadas) das fugas/desaparecimentos daquelas crianças.
Outro símbolo forte é a imagem de crianças correndo em câmera lenta (que remete ao título da música) ao fugir de casa, contrastando com a cena final arrasadora da mãe correndo para tentar recuperar o filho. E terminar com a imagem do bebê desaparecido é pra deixar qualquer um desolado.
Se interessa a alguém, várias das crianças e adolescentes foram encontrados graças ao vídeo. Alguns não gostaram de ser achados, já que voltaram para lares problemáticos. E um deles não retornou: já estava enterrado no quintal, assassinado pela própria mãe.
Aqui tem a versão britânica do clipe, com crianças desaparecidas no Reino Unido